Aqui poderá navegar de uma forma tranquila e, na ponta do seu dedo, encontrar toda a informação que necessita saber sobre a Vila de São Sebastião.
Divirta-se!
Esta vila, denominada primitivamente de Lugar de Frei João, foi elevada a vila, por alvará de D. Manuel I 23 de Março de 1503, com a denominação de Vila de São Sebastião. Esta categoria foi-lhe retirada pela reforma da divisão territorial operada pelo Decreto de 24 de Outubro de 1855, executada por portaria de 12 de fevereiro de 1870 com efeitos a 1 de abril daquele ano. O seu território, que compreendia a actual Vila de São Sebastião e as freguesias do Porto Judeu (na costa sul), do Raminho e Altares (na costa norte), foi incorporado no concelho de Angra do Heroísmo, com excepção de parte da antiga freguesia dos Altares (os lugares de Arrochela e de Ponta Negra) que hoje são parte da freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória. Tinha, em, 2 568 habitantes.
Poucos anos depois de ser elevada a vila, em 20 de Dezembro de 1516, foi fundada a Misericórdia local, com sua capela, inaugurada em 1 de Junho de 1571.
Na sua resistência aos castelhanos, aquando da crise de 1580, o governador Ciprião de Figueiredo fez construir nesta vila os fortes das Cavalas, das Caninas, da Greta, de Santa Catarina das Mós, do Bom Jesus, do Pesqueiro dos Meninos, de São Francisco e de São Bernardo.
Neste lugar, que se tornou notável na célebre batalha da Salga, quando os castelhanos tentaram a conquista da ilha em 1581, existem ainda, como relíquias, as ruínas do Forte da Salga e do Reduto, acabados de construir pelo célebre governador Ciprião de Figueiredo, defensor leal de D. António, o Prior do Crato.
A vila de São Sebastião foi severamente atingida pelo Terramoto de 1801, que destruiu grande parte do seu casario, e novamente em pelo Sismo de 1980, que tornou a demolir a sua zona oriental.
Além da igreja matriz, classificada como imóvel de interesse público e notável pelos seus portais manuelinos frescos tardo-medievais, exemplares únicos nos Açores, que fica no centro da povoação, há nesta vila as capelas e igrejas de: Nossa Senhora da Graça, no Arrabalde, construída em 1568 por João Fernandes dos Ferrais e sua mulher; Bom Jesus do Bonfim, fundada em 1682 por Mateus de Távora, em cumprimento de um voto de um seu antepassado no combate da Salga, e de Nossa Senhora da Consolação, na Ribeira Seca, mandada construir em 1546 por Gaspar Gonçalves.
A Igreja de São Sebastião foi construída pelos primeiros povoadores da ilha, por volta de 1455, todavia sofreu importantes obras de conservação, nomeadamente em 1568.
Após um grande incêndio a 1789, as novas obras de recuperação apenas estiveram concluídas em 1795.
Nesta igreja é necessário destacar os portais em estilo manuelino, arcos e abóbadas nervurados e afrescos tardo-medievais, únicos no arquipélago.
Esta Igreja é considerada como uma das mais belas e valiosas obras de arte existente nos Açores.
O Império do Divino Espírito Santo da Vila de São Sebastião é um Império do Espírito Santo português que se localiza na freguesia açoriana de Vila de São Sebastião, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, arquipélago dos Açores.
Este Império do Espírito Santo tem a sua fundação no século XIX, sendo desconhecido o ano da sua fundação, o local é exactamente o mesmo onde se encontra hoje.
Posteriormente, no século XX, foi edificado junto à sineira da Igreja Matriz, tendo no seu frontal a inscrição 1918.
Mais tarde entre 1950-65 foi mudado de local, para o sítio onde se encontra actualmente.
É um império com pinturas elaboradas em motivos do Espírito Santo, primeiro artista a pintá-lo foi o mestre Chico "Mogango", depois o Pároco Coelho de Sousa também pintou no frontal inferior cenas do quotidiano do Espírito Santo e actualmente o artista José João Dutra continua a recuperar e acrescentar novos motivos.
A baía da Salga a que corresponde a Zona Balnear da Salga é uma baía localizada na costa sul da ilha Terceira, na freguesia vila de São Sebastião, município de Angra do Heroísmo.
Trata-se de uma baía histórica dado ter sido o palco da famosa Batalha da Salga, contenda travada no dia 25 de julho de 1581 entre uma força militar de desembarque castelhana e as tropas que, em nome de D. António I de Portugal, pretendente ao trono de Portugal defendiam a ilha Terceira em oposição à união pessoal com Castela, no contexto da crise de sucessão de 1580.
Junto a esta baía existe um monumento a Brianda Pereira, mulher que se destacou durante a contenda dado que à frente de um grupo de mulheres soltou sobre o Exército Espanhol que já se encontrava em parte desembarcado uma manada de touros bravos, obrigando o exército a retornar às embarcações e a retirar.
Graças a este acontecimento a ilha Terceira conseguiu resistir aos invasores durante mais dois anos. Período esse em que a ilha Terceira foi o único território português independente.
Actualmente está transformada em zona de lazer ostentando nas suas imediações um parque de campismo, um porto de pequena dimensão e uma piscina natural.
Existe também nas proximidades a Casa de Brianda Pereira que representa para a história da ilha Terceira um local quase de culto à vitória e a preserverança.
Esta zona balnear é classificado pelo Governo Regional dos Açores através do Decreto Regulamentar Regional n.º 1/2005/A de 15 de Fevereiro de 2005 e do Decreto Regulamentar Regional n.º 1/2005/A de 15 de Fevereiro, como zona “com uso intensivo, adjacentes ou não a aglomerados urbanos que detêm um nível elevado de infra-estruturas, apoios e ou equipamentos destinados a assegurar os serviços de utilização pública”.
A ermida foi erguida sob a invocação de Maria Vieira da Silva, uma menina de 13 anos, natural da vila, vítima de crime bárbaro.
De acordo com a tradição local, em 4 de Junho de 1940 a menina ia levar o almoço ao pai que trabalhava perto, acompanhada de uma irmã com cerca de quatro anos, quando foi atacada nos matos do Pico Ruivo por José Quinteiro, então com cinquenta anos de idade, que tentou estuprá-la. Diante da resistência da jovem, Quinteiro agrediu-a violentamente com uma enxada, deixando-a como morta e ocultando o corpo embaixo de uma moita.
Ainda de acordo com uma tradição, ao recobrar os sentidos, a menina conseguiu retornar a casa, coberta de sangue, quase moribunda. Antigos moradores da região recordam, entretanto, que a menina foi encontrada pelo próprio pai que retornava a casa, e que ao ouvir-lhe os gemidos, encontrou-a. Afirma-se ainda que, antes de desfalecer novamente, balbuciou o nome do assassino, acrescentando "que não lhe tinha raiva. Foi conduzida ao Hospital de Angra e preparada para cirurgia de emergência, onde, em, outro momento de lucidez, repetiu o nome do agressor, pedindo que "não lhe façam mal". Recebeu os Sacramentos da Igreja e no dia seguinte faleceu.
O agressor foi detido, julgado e condenado a 28 anos de prisão, tendo cumprido pena de apenas 16 anos, devido a bom comportamento.
O crime marcou profundamente a memória dos habitantes da Terceira, tendo originado uma devoção popular que levou à abertura do processo de canoninação da jovem como mártir junto à Diocese de Angra de acordo com a Constituição Apostólica "Divinus Perfectionis Magister".
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